quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aventuras da Época de Verão; Hela não sabe fazer visitas

    Essa maldita fonte me lembra alguém
    Alguém de quem escolhi não lembrar.

    Enfim, era uma maldita noite calorenta
o dia havido sido cansativo, ter 17 anos nada adiantava além do fato de sua casa ser mais a rua do que qualquer outra coisa.
     Tomei banho, sem fome, fui deitar.

     Aliás, já mencionei ter sido uma maldita noite calorenta?
     Então, minha camisa já estava fora da cama, o cobertor jogado para fora, suor, suor e suor.
     Sem sonhos, quer dizer, nada significativo, não era como se conseguisse durar até eu ser afogado em baba e suor.

     Baba,
 e suor.

     Era uma droga não ter um ventilador de teto naquela época, mal consigo me esquecer de como minha cama se encharcava em noites como aquelas
     Normalmente de suor, claro.
     Normalmente

     Então ela apareceu.
     Ficou quente, mas minha alma sentiu frio
     Estava tudo escuro, mas incrivelmente, não importava para dinstinguir quem era.
     A irmã mais nova da serpente.
     Verde seu vestido, linda de morrer.
     De morrer.

      Eu já a conhecia de algum lugar, algo sobre essa mulher ter uma mesa de fome e uma faca de inanição, nada importante.

     Parou de ficar quente
     Ficou gelado
     eu suava frio
  
      Algo me aqueceu, droga, daquela vez minha cama não havia sido inundada de água
      Definitivamente não era água.

       E assim, sua metade linda e perfeita acariciou os cabelos, e com seu sorriso metade genuíno e metade
apodrecido,
      Hela, a justa deusa dos mortos, sorriu para mim.

Um comentário:

  1. aposto que pensou em algm pra escrever. Ela seria uma deusa, diva da verdade e deidade suprema?
    ASIDUHDSIUAH q
    eu gostei.

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